Carregar híbrido plug-in em casa: quanto custa e quanto tempo leva
Nos plug-in da BYD, encher a bateria custa de R$ 6,64 a R$ 14,64 de energia, antes das perdas. Veja tempo de recarga, custo por km e a comparação com gasolina.
Nos híbridos plug-in da BYD da tabela abaixo, a energia de uma carga completa da bateria custa de R$ 6,64 a R$ 14,64, com o kWh a R$ 0,80 antes dos tributos, conforme o tamanho da bateria. O BYD King GL, com 8,3 kWh, fica no começo dessa faixa; o King GS e o Song Pro GS, com 18,3 kWh, no fim. Somando uma perda de 15% na recarga, hipótese usada só para mostrar a escala, os valores vão para R$ 7,81 e R$ 17,22.
A bateria do híbrido plug-in é bem menor que a de um carro 100% elétrico, então a recarga cabe numa noite mesmo em tomada comum. A seguir, a conta por carga, por quilômetro e por mês, quanto tempo leva e quando vale a pena ligar o carro na tomada.
Bateria, autonomia elétrica e potência de recarga
Os dados vêm das fichas técnicas da BYD. A autonomia elétrica é a da Tabela PBE Veicular do Inmetro, versão de 25/08/2026, que traz os mesmos valores para essas versões:
| Modelo | Bateria | Autonomia elétrica no PBE | Recarga em corrente alternada |
|---|---|---|---|
| BYD King GL | 8,3 kWh | 35 km | 3,3 kW |
| BYD King GS | 18,3 kWh | 78 km | 6,6 kW |
| BYD Song Pro GL (flex) | 13,1 kWh | 57 km | 6,6 kW |
| BYD Song Pro GS (flex) | 18,3 kWh | 72 km | 6,6 kW |
A potência de recarga em corrente alternada é o máximo que o carregador de bordo aceita. Uma wallbox mais potente não acelera a recarga além disso: o King GL carrega a no máximo 3,3 kW, mesmo ligado a um equipamento de 7 kW.
Quanto custa uma carga completa
A conta é a capacidade da bateria vezes o valor do kWh. O valor usado é R$ 0,80, a mediana residencial das distribuidoras, sem tributos, com dados da ANEEL consultados em 28/09/2026 (veja as tarifas).
Parte da energia que sai da tomada não chega à bateria: vira calor no carregador de bordo e nos cabos. Num estudo publicado pelo clube automobilístico alemão ADAC com cinco carros elétricos, as perdas ficaram entre 12,7% e 24,2% na tomada doméstica e entre 5,1% e 7,0% numa wallbox de 11 kW. Os carros do teste não são estes, então a coluna com perdas usa 15% como hipótese, dentro da faixa da tomada:
| Modelo | Custo pela bateria | Energia da rede com 15% de perda | Custo com a perda |
|---|---|---|---|
| King GL, 8,3 kWh | R$ 6,64 | 9,76 kWh | R$ 7,81 |
| Song Pro GL, 13,1 kWh | R$ 10,48 | 15,41 kWh | R$ 12,33 |
| King GS e Song Pro GS, 18,3 kWh | R$ 14,64 | 21,53 kWh | R$ 17,22 |
A energia da rede é a da bateria dividida por 0,85. Na prática, quase ninguém carrega do zero todo dia; o normal é repor o que o trajeto gastou. O detalhe das perdas em tomada e em wallbox está em wallbox ou tomada comum.
Quanto tempo leva para carregar
O tempo é a energia a repor dividida pela potência de recarga. Sem contar as perdas, que aumentam um pouco esses números:
| Modelo | No máximo do carro | Com um carregador portátil de 2 kW (exemplo) |
|---|---|---|
| King GL, 8,3 kWh a 3,3 kW | 2 h 31 min | 4 h 9 min |
| Song Pro GL, 13,1 kWh a 6,6 kW | 1 h 59 min | 6 h 33 min |
| King GS e Song Pro GS, 18,3 kWh a 6,6 kW | 2 h 46 min | 9 h 9 min |
Os 2 kW da última coluna são só um exemplo de recarga lenta. A potência real do carregador portátil que acompanha o carro, e em que tomada ele pode ser usado, está no manual. Mesmo nesse ritmo, as baterias menores enchem numa noite.
O tempo não muda o preço do kWh. O que pode mudar o preço é o horário, se a sua unidade estiver na tarifa branca; o guia de tarifa branca mostra como comparar os horários com a rotina da casa inteira, já com o carro.
Quanto custa por quilômetro no modo elétrico
Dividindo a capacidade da bateria pela autonomia elétrica do PBE, você tem uma estimativa do consumo a cada 100 km:
| Modelo | kWh a cada 100 km | Custo a cada 100 km | Com 15% de perda |
|---|---|---|---|
| King GL | 23,7 | R$ 18,97 | 27,9 kWh, R$ 22,32 |
| King GS | 23,5 | R$ 18,77 | 27,6 kWh, R$ 22,08 |
| Song Pro GL | 23,0 | R$ 18,39 | 27,0 kWh, R$ 21,63 |
| Song Pro GS | 25,4 | R$ 20,33 | 29,9 kWh, R$ 23,92 |
Essa conta supõe que a bateria inteira é usada para percorrer a autonomia informada. Se o carro guarda uma parte da bateria sem usar no modo elétrico, o consumo real por quilômetro fica menor que o da tabela. Para um orçamento, é uma estimativa por cima.
Um carro 100% elétrico compacto gasta menos por quilômetro, porque é feito para rodar só na bateria. As contas deles estão em quanto custa carregar um carro elétrico.
Comparando com a gasolina
A BYD informa que o King faz até 16,8 km/l na cidade com o motor a combustão. Pelo levantamento da ANP da semana de 20 a 26 de setembro de 2026, a gasolina comum custou em média R$ 6,55 por litro no país.
100 km ÷ 16,8 km/l × R$ 6,55 = R$ 38,99 a cada 100 km
Contra R$ 18,97 a R$ 22,32 no modo elétrico do King GL, sem ou com a perda de 15%. Mesmo na estimativa por cima, rodar na bateria custa de 49% a 57% do que se gasta com gasolina na cidade. Troque o 6,55 pelo preço do seu posto e o 0,80 pela tarifa da sua conta, já com tributos, para ter a sua comparação.
Um mês de uso na conta de luz
Suponha, como exemplo, 30 km por dia em 22 dias úteis, 660 km no mês, todos no modo elétrico de um King GL, que tem 35 km de autonomia:
- Energia na bateria:
660 × 23,7 ÷ 100 = 156,4 kWh - Energia da rede, com 15% de perda:
156,4 ÷ 0,85 = 184,0 kWh - Custo:
184,0 × R$ 0,80 = R$ 147,20 - Na gasolina, os mesmos 660 km pediriam cerca de 39,3 litros, uns R$ 257.
A bandeira entra por cima, mês a mês. Em setembro de 2026, a bandeira foi amarela, com R$ 0,01885 a mais por kWh; para outubro de 2026, a ANEEL anunciou bandeira verde, sem adicional. Em setembro, os 184,0 kWh somaram 184,0 × 0,01885 = R$ 3,47 de bandeira; em outubro, nada. ICMS, PIS e Cofins aumentam o total, como mostra o guia de tributos na conta de luz.
Numa casa que já gasta 200 kWh por mês, o carro leva o medidor para cerca de 384 kWh. Compare o histórico de consumo antes e depois para ver o efeito real.
Precisa de wallbox?
Para as baterias de 8,3 a 18,3 kWh, nem sempre. A reposição de um dia de 30 km cabe em poucas horas até numa recarga lenta. A wallbox encurta o tempo e, pelo estudo do ADAC, perde menos energia, mas ela só entrega até o limite do carro: 3,3 kW no King GL e 6,6 kW nas outras versões da tabela.
Qualquer que seja a escolha, o circuito precisa ser avaliado por um eletricista habilitado antes de a recarga virar rotina, porque o carro puxa potência alta por horas seguidas. Nunca use extensão, benjamim ou adaptador para o carregador. Tomada que esquenta ou disjuntor que desarma durante a recarga são sinais para parar; veja tomada esquentando. As regras da ANEEL para instalar uma estação de recarga estão em wallbox ou tomada comum.
Vale a pena carregar todo dia?
A BYD vende o King como híbrido que pode ser carregado na tomada ou não. Sem recarga, ele roda como um híbrido comum, a gasolina. Com recarga, os quilômetros dentro da autonomia elétrica saem por pouco mais da metade do custo da gasolina na cidade, pelas contas acima.
Por isso, a recarga compensa mais para quem faz trajetos diários curtos, dentro da autonomia elétrica. Em viagens longas, a maior parte do percurso é feita com o motor a combustão, e a recarga em casa pesa menos no total.
Para simular com os seus quilômetros e a tarifa da sua distribuidora, coloque os kWh do mês na calculadora.
Perguntas frequentes
Quanto custa carregar um híbrido plug-in em casa?
De R$ 6,64 a R$ 14,64 de energia na bateria, por carga completa nos modelos da tabela, com o kWh a R$ 0,80 antes dos tributos. Com uma perda de 15% na recarga, de R$ 7,81 a R$ 17,22.
Posso carregar o híbrido plug-in na tomada comum?
O manual do carro diz com qual carregador e em que tomada. Com o circuito avaliado por um eletricista, as baterias menores enchem numa noite mesmo em recarga lenta.
Quanto tempo leva para carregar um híbrido plug-in?
No máximo aceito pelo carro, de 1 h 59 min a 2 h 46 min nos modelos da tabela, sem contar as perdas. Numa recarga lenta de 2 kW, de 4 a 9 horas.
Híbrido plug-in sem carregar gasta mais?
Ele roda como híbrido a combustão. A BYD informa até 16,8 km/l na cidade para o King com o motor a combustão, o que dá R$ 38,99 a cada 100 km com a gasolina a R$ 6,55.
Fontes: BYD Brasil, ficha técnica do King (13/07/2026), BYD Brasil, King, BYD Brasil, ficha técnica do Song Pro flex, Inmetro, Tabela PBE Veicular 2026, ADAC, estudo de perdas na recarga de carros elétricos, ANP, síntese semanal de preços nº 39/2026, ANEEL, dados abertos de tarifas das distribuidoras e Agência Brasil, bandeira verde em outubro de 2026.