Tarifa Enel SP: valor do kWh em 2026 e quanto custa na conta

A tarifa residencial da Enel SP é R$ 0,78938 por kWh sem impostos desde 4/7/2026. Veja o reajuste, a Tarifa Branca e o custo de 100 a 500 kWh.

A tarifa residencial da Enel SP é de R$ 0,78938 por kWh, sem ICMS, PIS/Cofins, iluminação pública e bandeira. É o valor homologado pela ANEEL para a modalidade convencional, em vigor de 04/07/2026 a 03/07/2027, segundo os dados da ANEEL consultados em 28/09/2026. Arredondando, são R$ 0,79 por kWh antes dos impostos.

Na prática, 200 kWh no mês custam R$ 157,88 só de energia na Enel SP. O valor final da fatura é maior, porque os tributos e as outras cobranças entram depois. Abaixo, de onde sai esse número, quanto ele subiu no último reajuste, o custo por faixa de consumo e quando a Tarifa Branca compensa.

Enel SP e Eletropaulo são a mesma empresa

Quem procura a tarifa da Enel SP no conjunto de dados da ANEEL não acha o nome Enel. A distribuidora aparece com a sigla antiga, ELETROPAULO. O aviso de privacidade publicado no site da Enel São Paulo identifica a controladora como Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A., CNPJ 61.695.227/0001-93, o mesmo CNPJ da linha ELETROPAULO nos dados da ANEEL.

Na página de tarifas, a Enel SP está listada assim, com a posição dela entre as distribuidoras do país.

O estado de São Paulo tem outras distribuidoras, e a sua é definida pelo endereço, não por escolha. A Arsesp, agência que fiscaliza a distribuição no estado por delegação da ANEEL, conta 7 concessionárias e 12 permissionárias em São Paulo. Algumas vizinhas da Enel SP, na mesma base de comparação:

Distribuidora (sigla na ANEEL) Tarifa residencial sem tributos
CPFL Paulista (CPFL-PAULISTA) R$ 0,73945 por kWh
CPFL Piratininga (CPFL-PIRATINING) R$ 0,73969 por kWh
EDP São Paulo (EDP SP) R$ 0,78670 por kWh
Enel SP (ELETROPAULO) R$ 0,78938 por kWh
Neoenergia Elektro (ELEKTRO) R$ 0,89163 por kWh

Dados da ANEEL consultados em 28/09/2026, subgrupo B1 residencial, modalidade convencional. A mediana nacional na mesma base é R$ 0,80 por kWh (R$ 0,79643), e a Enel SP fica um pouco abaixo dela.

De onde vem o R$ 0,78938

A tarifa homologada tem duas partes, e a ANEEL publica as duas em reais por MWh. A Resolução Normativa 1.000/2021 define a TE, tarifa de energia, como o valor usado para faturar o consumo de energia, e a TUSD, tarifa de uso do sistema de distribuição, como o valor cobrado pelo uso da rede.

Na Enel SP, em vigor desde 04/07/2026:

  • TUSD: R$ 472,42 por MWh;
  • TE: R$ 316,96 por MWh;
  • soma: R$ 789,38 por MWh, que dividido por 1.000 dá R$ 0,78938 por kWh.

A fatura costuma trazer as duas linhas separadas, cada uma multiplicada pelos kWh do mês. Somar TUSD e TE é o jeito de conferir se a tarifa aplicada bate com a homologada.

A própria ANEEL avisa, na página do ranking das tarifas, que esses valores não contemplam ICMS, PIS/Pasep, Cofins, a taxa de iluminação pública nem o adicional de bandeira. É por isso que o valor por kWh que aparece no fim da sua conta é maior.

Quanto a tarifa subiu no último reajuste

A tarifa atual foi fixada pela Resolução Homologatória ANEEL nº 3.596, de 3 de julho de 2026. O conjunto de dados guarda também as tarifas anteriores, e dá para ver o salto:

Vigência TUSD + TE por kWh Variação sobre a anterior
04/07/2024 a 03/07/2025 R$ 0,63624
04/07/2025 a 03/07/2026 R$ 0,72518 +14,0%
04/07/2026 a 03/07/2027 R$ 0,78938 +8,9%

A variação foi calculada pelo site a partir da tarifa residencial convencional e pode não coincidir com o efeito médio anunciado para a distribuidora, que mistura todas as classes de consumo. O mecanismo do reajuste anual, com as Parcelas A e B, está no artigo sobre reajuste tarifário.

Como a data do reajuste raramente cai no dia da leitura, a primeira fatura depois de 4 de julho misturou as duas tarifas, proporcionalmente aos dias de cada uma. A alta completa só aparece na conta seguinte.

Quanto custa cada faixa de consumo

Multiplique os kWh do mês pela tarifa. A tabela usa R$ 0,78938 por kWh e mostra também o mês de setembro de 2026, quando a bandeira foi amarela, com R$ 0,01885 a mais por kWh, o que leva o kWh a R$ 0,80823. Para outubro de 2026, a ANEEL anunciou bandeira verde, sem adicional, e aí vale a primeira coluna.

Consumo no mês Energia sem tributos, bandeira verde Com a bandeira amarela de setembro de 2026
100 kWh R$ 78,94 R$ 80,82
150 kWh R$ 118,41 R$ 121,23
200 kWh R$ 157,88 R$ 161,65
300 kWh R$ 236,81 R$ 242,47
500 kWh R$ 394,69 R$ 404,12

Os valores não incluem ICMS, PIS/Cofins nem a contribuição de iluminação pública. A mesma conta com a mediana nacional, para comparar, está em quanto custam 100, 200 e 300 kWh. Para saber de onde vêm os seus kWh, a calculadora converte a potência e as horas de uso de cada aparelho em consumo e em reais, e você pode trocar o valor do kWh pelo da Enel SP.

O que a fatura soma por cima da tarifa

Quatro itens entram depois da TUSD e da TE:

  1. O ICMS, imposto do estado de São Paulo, calculado por dentro, o que faz o peso real ser maior que a alíquota impressa. A conta passo a passo está em ICMS na conta de luz.
  2. PIS e Cofins, contribuições federais.
  3. A contribuição de iluminação pública, criada por lei do seu município, explicada em taxa de iluminação pública.
  4. O adicional da bandeira, quando ela não é verde.

Há ainda um piso: casas que consomem pouco pagam no mínimo 30, 50 ou 100 kWh, conforme o tipo de ligação (80 kWh na trifásica de baixa renda que consome até 80 kWh). As regras estão no guia do custo de disponibilidade. O guia de tributos e iluminação pública mostra onde cada item aparece na fatura.

Tarifa Branca na Enel SP: quando compensa

Na Tarifa Branca, o kWh muda de preço conforme a hora. Pela REN 1.000, a ponta é um bloco de 3 horas seguidas definido pela distribuidora, só em dias úteis; o intermediário é a hora antes e a hora depois dela; o resto do dia, e os fins de semana e feriados nacionais inteiros, são fora de ponta. Os valores homologados para a Enel SP, na mesma resolução e na mesma vigência:

Posto tarifário TUSD + TE por kWh Comparado à convencional
Fora de ponta R$ 0,66924 15% mais barato
Intermediário R$ 0,98450 25% mais caro
Ponta R$ 1,48030 88% mais caro

Um exemplo com 200 kWh no mês, sem tributos e sem bandeira:

  • Convencional: 200 × R$ 0,78938 = R$ 157,88.
  • Branca, com 80% fora de ponta e 10% em cada um dos outros postos: 160 × 0,66924 + 20 × 0,98450 + 20 × 1,48030 = R$ 156,37.
  • Branca, com 70% fora de ponta e 15% em cada um dos outros: R$ 167,64.

A economia só aparece quando quase todo o consumo cai fora de ponta. Com o consumo dividido igualmente entre ponta e intermediário, a conta empata quando esses dois postos somam cerca de 21% do total. Acima disso, a Tarifa Branca sai mais cara. Um chuveiro elétrico ou um ar-condicionado usado todo dia dentro da ponta basta para passar desse limite.

Confira os horários da ponta da Enel SP no site ou na central de atendimento antes de pedir a troca. O guia Tarifa Branca: comparar horários mostra como estimar a sua divisão de consumo. Se não der certo, o art. 223 da REN 1.000 permite voltar à convencional a qualquer tempo, e a distribuidora tem até 30 dias para fazer a mudança.

Como conferir a tarifa na sua conta

Pegue a fatura e faça três contas:

  1. Some o valor das linhas de TUSD e TE (ou de consumo, se vierem juntas) e divida pelos kWh faturados. O resultado deve ficar perto de R$ 0,78938 para leituras feitas depois de 4 de julho de 2026.
  2. Se o número der mais alto, confira se você não dividiu um valor que já inclui tributos.
  3. Se o mês teve bandeira amarela ou vermelha, tire o adicional antes de comparar.

Se, depois disso, a tarifa aplicada não bater com a homologada, o caminho da reclamação, da distribuidora à ANEEL, está em como reclamar da conta de luz. E se o problema for o consumo alto, e não o preço, o guia conta de luz alta: o que conferir segue a ordem certa.

Perguntas frequentes

Qual é o valor do kWh da Enel SP hoje?

R$ 0,78938 por kWh, sem tributos, na tarifa residencial convencional. Com a bandeira amarela de setembro de 2026, o kWh foi a R$ 0,80823 antes dos impostos. Em outubro de 2026, com bandeira verde, volta aos R$ 0,78938.

Quando é o próximo reajuste da Enel SP?

A tarifa atual vale até 03/07/2027, segundo os dados da ANEEL. O reajuste anual da Enel SP acontece nessa época do ano, na data de aniversário do contrato de concessão.

A Enel SP é a distribuidora mais cara de São Paulo?

Não, na tarifa sem tributos. No mesmo conjunto de dados, a Neoenergia Elektro cobra mais e as duas CPFL da tabela cobram menos. A fatura final depende também dos tributos, do consumo e da iluminação pública do município.

Posso trocar a Enel SP por outra distribuidora?

Não. A distribuidora é a concessionária da área do seu endereço. O que o consumidor residencial pode escolher hoje é a modalidade, convencional ou branca, e a branca não vale para quem recebe a Tarifa Social. A abertura do mercado para residências está no artigo sobre mercado livre de energia residencial.

Fontes: ANEEL, Tarifa Branca, ANEEL, dados abertos das tarifas das distribuidoras, ANEEL, ranking das tarifas, ANEEL, texto consolidado da Resolução Normativa nº 1.000/2021, Enel São Paulo, aviso de privacidade, Arsesp, energia elétrica e Agência Brasil, bandeira verde em outubro de 2026.