Valor do kWh da Celesc: tarifa residencial de 2026 e o que a conta soma

A Celesc cobra R$ 0,75975 por kWh sem tributos desde 22/08/2026. Veja TUSD e TE, a alta do ano, a Tarifa Branca e as outras distribuidoras de Santa Catarina.

A Celesc cobra R$ 0,75975 por kWh na tarifa residencial convencional, sem tributos e sem bandeira. É o valor homologado pela ANEEL para 22/08/2026 a 21/08/2027, conforme os dados abertos da Agência consultados em 28/09/2026: R$ 0,41404 pela rede de distribuição (TUSD) e R$ 0,34571 pela energia (TE).

Quem mora em Santa Catarina tem um detalhe a mais para conferir antes de usar esse número: o estado tem mais de 20 cooperativas com tarifa própria, e muitas casas não são clientes da Celesc. Abaixo estão a tarifa, contas prontas, a alta de agosto, a Tarifa Branca e a lista das outras distribuidoras catarinenses.

A tarifa da Celesc em números

A Resolução Homologatória nº 3.602, de 21 de agosto de 2026, fixou os valores da Celesc Distribuição S.A. para a classe residencial (subgrupo B1). No conjunto de dados, eles aparecem em reais por MWh; dividindo por 1.000, chega-se ao preço por kWh:

Parcela R$ por MWh R$ por kWh
TUSD (fio, rede e encargos da distribuição) 414,04 0,41404
TE (energia comprada e encargos da geração) 345,71 0,34571
Tarifa residencial convencional 759,75 0,75975

A parte da rede responde por 54,5% do total, e a energia por 45,5%. Na página de tarifas, a Celesc ocupa a 32ª posição entre as 100 distribuidoras com tarifa vigente, da mais barata para a mais cara.

A mediana dessas 100 é R$ 0,80 por kWh (R$ 0,79643), com dados da ANEEL consultados em 28/09/2026. A Celesc fica R$ 0,03668 abaixo, cerca de 4,6% menos.

Conta pronta: quanto sai o seu consumo

O custo da energia é kWh vezes R$ 0,75975. A bandeira soma um valor por kWh que muda a cada mês. Em setembro de 2026, a bandeira foi amarela, com R$ 0,01885 a mais por kWh; para outubro de 2026, a ANEEL anunciou bandeira verde, sem adicional; com essas duas bandeiras, na tarifa da Celesc:

kWh no ciclo Só a tarifa, bandeira verde de outubro Tarifa mais amarela de setembro
100 R$ 75,98 R$ 77,86
160 R$ 121,56 R$ 124,58
220 R$ 167,15 R$ 171,29
300 R$ 227,93 R$ 233,58

Refazendo uma linha para conferir: 220 kWh × R$ 0,75975 = R$ 167,15. Com a amarela de setembro, 220 × R$ 0,01885 = R$ 4,15 a mais; pelo kWh somado, 220 × (R$ 0,75975 + R$ 0,01885) = R$ 171,29. Os valores ainda não têm ICMS, PIS/Cofins nem a contribuição de iluminação pública.

Se o seu ciclo de leitura pegou parte de setembro e parte de outubro, cada bandeira vale só nos dias dela. O cálculo dia a dia está em como calcular o valor da conta de luz.

Quatro anos de tarifa na Celesc

As tarifas antigas continuam no conjunto da ANEEL, o que permite ver a evolução da residencial convencional (TUSD mais TE):

A partir de R$ por kWh Mudança
22/08/2023 0,59296
22/08/2024 0,61791 +4,2%
22/08/2025 0,69568 +12,6%
22/08/2026 0,75975 +9,2%

Os percentuais foram calculados pelo site com as tarifas residenciais e não substituem o efeito médio que a ANEEL divulga para o conjunto de consumidores da empresa. De agosto de 2023 a agosto de 2026, o kWh residencial sem tributos subiu 28,1%.

Em reais, uma casa de 220 kWh pagava R$ 130,45 de tarifa em 2023 e paga R$ 167,15 com a tabela atual. Por que um ano sobe 4% e o seguinte 12% é assunto de reajuste tarifário: parte do cálculo repassa custos que a distribuidora não controla, como a compra de energia.

A data de 22 de agosto se repete todo ano. Uma leitura que atravessa esse dia gera uma conta com tarifa proporcional, segundo o art. 173 da REN ANEEL 1.000/2021, e o preço novo aparece inteiro só na conta seguinte.

Santa Catarina tem muitas distribuidoras

Os dados abertos da ANEEL registram mais de 20 distribuidoras com área em Santa Catarina, a maioria cooperativas que a Agência regularizou como permissionárias do serviço público. Os preços variam muito, então vale confirmar o nome no topo da fatura. Alguns exemplos, sem tributos:

Distribuidora Tipo R$ por kWh
Codesam, de Santa Maria Cooperativa 0,53416
Cegero, de São Ludgero Cooperativa 0,53492
Cooperaliança Concessionária 0,75773
Celesc Distribuição Concessionária 0,75975
DCELT, EFLJC e EFLUL Concessionárias 0,75975
Cergral, de Gravatal Cooperativa 0,93430
Certrel, de Treviso Cooperativa 1,12729

Duas coisas chamam atenção. A tarifa mais baixa de todo o conjunto nacional é de uma cooperativa catarinense, a Codesam. E três concessionárias pequenas do estado, a Distribuidora Catarinense de Energia Elétrica (DCELT), a Força e Luz João Cesa (EFLJC) e a Força e Luz de Urussanga (EFLUL), aparecem com exatamente o mesmo valor da Celesc, em resoluções próprias com vigência a partir de 29/08/2026.

Morar ao lado de uma área mais barata não permite escolher a distribuidora. Cada endereço é atendido por uma só. A comparação serve para entender a sua conta, não para trocar de fornecedor.

Tarifa Branca na Celesc: quando compensa

Nos dias úteis, a Tarifa Branca cobra três preços conforme o horário. Fins de semana e feriados nacionais ficam no preço mais baixo, segundo a ANEEL. Para a Celesc, no período atual:

Horário R$ por kWh Diferença para a convencional
Fora ponta 0,66089 13,0% menos
Intermediário 0,87922 15,7% mais
Ponta 1,29558 70,5% mais

Um jeito de decidir é achar o ponto de equilíbrio. Suponha, como hipótese, que 5% do consumo da casa caia no horário intermediário. A Branca empata com a convencional quando a ponta leva perto de 13,9% do consumo:

0,8114 × 0,66089 + 0,05 × 0,87922 + 0,1386 × 1,29558 ≈ 0,7598 por kWh

Com menos de 13,9% na ponta, a Branca sai mais barata. Com mais, sai mais cara. Uma casa de 220 kWh com 30 kWh na ponta, 11 kWh no intermediário e 179 kWh fora dela está em 13,6%, praticamente no empate: pagaria R$ 166,84 na Branca contra R$ 167,15 na convencional, uma diferença de R$ 0,31 por mês. Os horários de cada posto são definidos para a Celesc e aparecem no relatório da ANEEL e no site da distribuidora. O passo a passo com o seu histórico está no guia Tarifa Branca: comparar horários.

A ANEEL informa que a Tarifa Branca não está disponível para quem recebe a Tarifa Social. Para quem tem o benefício, os critérios estão em tarifa social: quem tem direito.

Por que a fatura não mostra R$ 0,75975

A ANEEL avisa que as tarifas homologadas não incluem ICMS, PIS/Pasep, Cofins, iluminação pública nem bandeira. Na conta, esses itens entram assim:

  • O ICMS e o PIS/Cofins são calculados por dentro, e o preço unitário “com tributos” fica maior que a tarifa. A mecânica e a alíquota estão em ICMS na conta de luz.
  • A contribuição de iluminação pública é municipal e aparece numa linha à parte. Veja taxa de iluminação pública.
  • Se o consumo do mês ficar abaixo do mínimo da sua ligação, a cobrança segue o custo de disponibilidade.

Para estimar o gasto de um aparelho, use o preço por kWh da sua fatura na calculadora, ou os R$ 0,75975 se quiser o valor antes dos tributos. O guia qual valor do kWh usar ajuda a achar a linha certa.

Perguntas frequentes

Qual o valor do kWh da Celesc hoje?

R$ 0,75975 sem tributos e sem bandeira, na residencial convencional, com vigência de 22/08/2026 a 21/08/2027.

A Celesc é a mais barata do Sul?

Não. No mesmo conjunto, a Copel tem R$ 0,76802, só um pouco acima, mas várias cooperativas catarinenses e gaúchas cobram menos. A conta paranaense está em valor do kWh da Copel.

A tarifa muda antes de agosto de 2027?

A tarifa homologada vale até 21/08/2027. O que muda todo mês é a bandeira, publicada pela ANEEL e registrada na página de bandeiras.

Como saber se sou atendido pela Celesc ou por uma cooperativa?

O nome da distribuidora está no cabeçalho da fatura, junto do número da unidade consumidora. Com ele, procure o valor na lista de tarifas.

Fontes: ANEEL, dados abertos das tarifas das distribuidoras (conjunto consultado em 28/09/2026), ANEEL, indicadores comerciais das distribuidoras (razão social, outorga e área), ANEEL, cooperativas de eletrificação rural, ANEEL, ranking das tarifas, ANEEL, Tarifa Branca, Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021, texto consolidado e Agência Brasil, bandeira verde em outubro de 2026.