Valor do kWh Coelba em 2026: tarifa na Bahia e conta por mês

O kWh residencial da Coelba custa R$ 0,87773 sem tributos até 21/04/2027. Veja a conta por consumo, a tarifa branca e como o preço dobrou em dez anos.

O kWh residencial da Coelba (Neoenergia Coelba) vale R$ 0,87773 sem ICMS, sem PIS/Cofins e sem bandeira, na tarifa convencional em vigor de 22/04/2026 a 21/04/2027. Para 150 kWh no mês, a energia custa R$ 131,66 antes de a fatura somar tributos e a iluminação pública.

A fonte é a base de tarifas da ANEEL consultada em 28/09/2026, que traz a Resolução Homologatória nº 3.578, de 22 de abril de 2026. O kWh é a soma da TUSD, de R$ 620,08 por MWh, com a TE, de R$ 257,65 por MWh: R$ 0,62008 + R$ 0,25765 = R$ 0,87773.

Quem é atendido pela Coelba

A Neoenergia informa que a Coelba atende 415 dos 417 municípios baianos e ainda Delmiro Gouveia, em Alagoas, e Dianápolis, no Tocantins, com mais de 6,9 milhões de clientes. Na prática, quase toda casa da Bahia paga a tarifa desta página. Quem mora em Delmiro Gouveia ou Dianápolis também, apesar de estar em outro estado.

Entre as 100 distribuidoras com tarifa residencial vigente na base da ANEEL, a Coelba é a 68ª, da mais barata para a mais cara. A referência do site é R$ 0,80 por kWh, a mediana residencial das distribuidoras sem tributos, dados da ANEEL consultados em 28/09/2026, e a Coelba cobra 9,7% a mais que ela. A linha da Coelba está na tabela de tarifas.

Quanto a energia pesa no mês

Com R$ 0,87773 por kWh, antes dos tributos:

kWh no mês Energia
100 R$ 87,77
150 R$ 131,66
200 R$ 175,55
300 R$ 263,32

Cada linha é o consumo multiplicado pela tarifa. Para saber de onde vêm os kWh da sua casa, use a calculadora com a potência e as horas de uso de cada aparelho.

Em setembro de 2026, a bandeira foi amarela, com R$ 0,01885 a mais por kWh; para outubro de 2026, a ANEEL anunciou bandeira verde, sem adicional. Nos 150 kWh de setembro, o adicional somou 150 × 0,01885 = R$ 2,83, levando a energia a R$ 134,49. Em outubro, sem adicional, volta a R$ 131,66.

Existe ainda um piso. Pelo art. 291 da Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021, a conta cobra pelo menos o equivalente a 30 kWh (monofásica ou bifásica a dois condutores), 50 kWh (bifásica a três condutores) ou 100 kWh (trifásica; 80 kWh na trifásica de baixa renda com consumo de até 80 kWh). Com a tarifa da Coelba, R$ 26,33, R$ 43,89 e R$ 87,77 de energia, respectivamente. O guia custo de disponibilidade explica a regra.

Dez anos de tarifa: o preço dobrou

A série histórica da ANEEL permite ver a tarifa residencial convencional da Coelba no começo de cada ciclo, que desde 2016 abre em 22 de abril:

Início da vigência R$ por kWh (TUSD + TE)
22/04/2016 0,43038
22/04/2018 0,51937
22/04/2020 0,55209
22/04/2022 0,74949
22/04/2024 0,82070
22/04/2025 0,83772
22/04/2026 0,87773

Em 2020, a base registra ainda uma mudança em 1º de julho, para R$ 0,57651. De 2016 para 2026, o kWh subiu 103,9%. O último reajuste foi de 4,8%. O salto maior veio em 2022. No último reajuste, a parte da rede cresceu e a da energia caiu: a TUSD passou de R$ 560,48 para R$ 620,08 por MWh, e a TE de R$ 277,24 para R$ 257,65. O artigo reajuste tarifário: como funciona mostra o que a ANEEL leva em conta a cada ano.

O que compõe o kWh da Coelba

A ANEEL também publica os componentes de cada tarifa. Agrupando os maiores:

Parte R$ por kWh Fatia Em 150 kWh
Fio B, rede da Coelba 0,34953 39,8% R$ 52,43
Energia comprada (TE_ENERGIA) 0,27138 30,9% R$ 40,71
CDE 0,10267 11,7% R$ 15,40
Perdas, transmissão, outros encargos e ajustes 0,15415 17,6% R$ 23,12

O Fio B, que paga a rede e a operação da própria distribuidora, é o maior bloco da tarifa da Coelba. A área de concessão, de 563 mil km² segundo a Neoenergia, ajuda a dimensionar essa rede. Esse mesmo componente é o que entra na cobrança sobre a energia solar compensada, tema do artigo taxação do sol e Fio B.

A CDE, ao contrário, pesa menos aqui do que no Sul e no Sudeste. A Lei 10.438/2002 manda o rateio das quotas convergir até 2030 para um valor proporcional ao consumo em MWh, e hoje as distribuidoras do Nordeste ainda pagam menos por kWh. O artigo sobre a CDE na conta de luz compara os valores.

A Coelba e as outras distribuidoras da Neoenergia

A Neoenergia tem distribuidoras na Bahia, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte, em São Paulo e Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. As tarifas residenciais convencionais de cada uma, na mesma base da ANEEL:

Distribuidora Onde atende (segundo a Neoenergia) R$ por kWh
Neoenergia Cosern 167 municípios do Rio Grande do Norte 0,77580
Neoenergia Pernambuco 184 municípios de Pernambuco, Fernando de Noronha e Pedras de Fogo (PB) 0,79886
Neoenergia Brasília Distrito Federal 0,82672
Neoenergia Coelba Bahia 0,87773
Neoenergia Elektro 223 municípios de SP e 5 de MS 0,89163

Mesmo grupo, preços diferentes: cada concessão tem custos, mercado e data de reajuste próprios, e a ANEEL calcula uma tarifa para cada uma. Para o vizinho potiguar, veja valor do kWh da Cosern.

Tarifa branca: aqui a margem é maior

A tarifa branca da Coelba cobra três preços nos dias úteis e o preço fora de ponta nos fins de semana e feriados nacionais, como define a ANEEL:

Posto R$ por kWh
Fora de ponta 0,67873
Intermediário 1,14514
Ponta 1,80075

O fora de ponta sai 22,7% abaixo da convencional, mas a ponta custa pouco mais que o dobro dela. Dois exemplos com 200 kWh:

  1. Com 80% fora de ponta e 10% em cada posto caro: 160 × 0,67873 + 20 × 1,14514 + 20 × 1,80075 = R$ 167,51, contra R$ 175,55 na convencional. A branca economiza R$ 8,04.
  2. Com 70% fora de ponta e 15% em cada posto caro: 140 × 0,67873 + 30 × 1,14514 + 30 × 1,80075 = R$ 183,40. Aí ela custa R$ 7,85 a mais.

Com a mesma fatia nos dois postos caros, o empate fica em cerca de 12,5% do consumo em cada um. Os horários de ponta e intermediário são definidos para cada distribuidora e divulgados pela ANEEL no painel da tarifa branca. Antes de pedir a troca, estime a divisão do seu consumo com o guia tarifa branca: comparar horários. A ANEEL garante o retorno à convencional em até 30 dias, se a mudança não compensar.

Tributos e demais linhas da fatura

A tarifa de R$ 0,87773 é o que a ANEEL homologa. A ANEEL deixa claro que esse valor não contempla ICMS, PIS/Pasep, Cofins, a taxa de iluminação pública nem o adicional de bandeira. Na conta da Coelba, esses itens aparecem em linhas próprias. O ICMS é estadual e calculado sobre o próprio valor com imposto; a conta está em ICMS na conta de luz. A iluminação pública depende do município e está em taxa de iluminação pública.

Famílias inscritas no CadÚnico podem ter direito à Tarifa Social ou ao Desconto Social, que mudam bastante o valor final; as regras estão em tarifa social: quem tem direito. Para comparar a conta de um mês com a de outro, use o guia conta de luz alta: o que conferir.

Perguntas frequentes

Qual o valor do kWh da Coelba hoje?

R$ 0,87773 na tarifa residencial convencional, sem tributos e sem bandeira, válido de 22/04/2026 a 21/04/2027, conforme a base da ANEEL consultada em 28/09/2026.

Quando a Coelba reajusta a tarifa?

Todo ano em 22 de abril, pela série da ANEEL desde 2016. A tarifa atual vale até 21/04/2027.

A Coelba é cara em comparação com outras distribuidoras?

Fica no meio de cima da lista: 68ª entre 100 distribuidoras, 9,7% acima da mediana nacional de R$ 0,80 por kWh. Dentro do grupo Neoenergia, só a Elektro cobra mais.

Qual é o valor do kWh da Coelba com ICMS?

Depende da alíquota que o estado aplica à sua faixa, do PIS/Cofins do mês e da iluminação pública do município. Divida o total da fatura pelo consumo em kWh para chegar ao seu número.

Fontes: ANEEL, dados abertos: tarifas das distribuidoras, ANEEL, dados abertos: componentes tarifárias, ANEEL, ranking das tarifas, ANEEL, tarifa branca, ANEEL, Resolução Normativa nº 1.000/2021, texto consolidado, Neoenergia, distribuição, Lei 10.438/2002, texto compilado (Planalto) e Agência Brasil, bandeira verde em outubro de 2026.