Valor do kWh da Copel em 2026: tarifa residencial e quanto pesa na conta

O kWh residencial da Copel está em R$ 0,76802 sem tributos desde 24/06/2026. Veja TUSD e TE, a alta de 2026, a Tarifa Branca e contas prontas por consumo.

O valor do kWh residencial da Copel é R$ 0,76802 sem tributos, na tarifa convencional homologada pela ANEEL para 24/06/2026 a 23/06/2027 (dados da ANEEL consultados em 28/09/2026). Desse total, R$ 0,45717 pagam o uso da rede (TUSD) e R$ 0,31085 pagam a energia (TE).

Esse é o preço que a ANEEL autoriza a Copel Distribuição a cobrar. Na fatura, o kWh sai mais caro, porque ICMS, PIS/Cofins, a bandeira do mês e a contribuição de iluminação pública entram por cima. Abaixo estão a origem do número, contas prontas, a alta deste ano e quando a Tarifa Branca compensa.

De onde sai o R$ 0,76802

A ANEEL publica nos dados abertos a tarifa de aplicação de cada distribuidora, separada em duas partes e expressa em reais por megawatt-hora. Para a classe residencial convencional (subgrupo B1) da Copel, a Resolução Homologatória nº 3.592, de 23 de junho de 2026, fixou:

Componente R$ por MWh R$ por kWh Parte do total
TUSD, uso do sistema de distribuição 457,17 0,45717 59,5%
TE, tarifa de energia 310,85 0,31085 40,5%
Total 768,02 0,76802 100%

Para passar de MWh para kWh, divida por 1.000. A soma das duas parcelas é o número que o site usa na página de tarifas por distribuidora, onde a Copel aparece na 38ª posição entre 100 distribuidoras ordenadas da mais barata para a mais cara.

A ANEEL avisa, na página do ranking de tarifas, que esses valores não contemplam ICMS, PIS/Pasep, Cofins, a taxa de iluminação pública nem o adicional de bandeira. Guarde isso quando comparar com a conta: o preço unitário impresso na fatura costuma já trazer tributos.

Copel perto da mediana nacional

A mediana residencial das 100 distribuidoras com tarifa vigente é R$ 0,80 por kWh (R$ 0,79643), dados da ANEEL consultados em 28/09/2026. A Copel fica R$ 0,02841 abaixo, cerca de 3,6% mais barata que a distribuidora do meio da lista.

A distância para as pontas é bem maior. A tarifa mais baixa do conjunto é R$ 0,53416 e a mais alta, R$ 1,56923. Quem quer entender por que a mesma energia tem preços tão diferentes pode ler a tarifa de energia mais cara do Brasil.

Quanto custa na conta da Copel, sem tributos

A conta é consumo em kWh vezes tarifa. Em setembro de 2026, a bandeira foi amarela, com R$ 0,01885 a mais por kWh; para outubro de 2026, a ANEEL anunciou bandeira verde, sem adicional; a tabela aplica a tarifa da Copel com cada uma dessas duas bandeiras:

Consumo no mês Bandeira verde (outubro de 2026) Bandeira amarela (setembro de 2026)
100 kWh R$ 76,80 R$ 78,69
150 kWh R$ 115,20 R$ 118,03
200 kWh R$ 153,60 R$ 157,37
250 kWh R$ 192,00 R$ 196,72
300 kWh R$ 230,41 R$ 236,06

Exemplo completo, com as entradas à vista: uma casa que consumiu 180 kWh num ciclo inteiro de setembro paga 180 × R$ 0,76802 = R$ 138,24 de tarifa, mais 180 × R$ 0,01885 = R$ 3,39 de bandeira amarela, total de R$ 141,63 antes dos tributos. Com os mesmos 180 kWh em outubro, sob bandeira verde, ficam os R$ 138,24.

Na prática, a leitura raramente cai no primeiro dia do mês. Um ciclo que atravessa setembro e outubro recebe cada bandeira pelos dias em que ela valeu, como mostra o passo a passo de como calcular o valor da conta de luz. Para faixas redondas em outras distribuidoras, veja quanto custam 100, 200 e 300 kWh.

A alta de 2026 foi a maior dos últimos anos

O conjunto da ANEEL guarda as tarifas anteriores. A residencial convencional da Copel, somando TUSD e TE, andou assim:

Vigência R$ por kWh Variação sobre a anterior
24/06/2023 a 23/06/2024 0,63051
24/06/2024 a 23/06/2025 0,63001 -0,1%
24/06/2025 a 23/06/2026 0,64242 +2,0%
24/06/2026 a 23/06/2027 0,76802 +19,6%

As variações foram calculadas pelo site a partir das tarifas residenciais e podem não coincidir com o efeito médio anunciado para todos os consumidores da empresa, que mistura classes e níveis de tensão. Em 2025 a tarifa foi dividida em dois registros, um até 31/12/2025 e outro a partir de 01/01/2026, com o mesmo valor, por isso a tabela mostra só o período cheio.

O que isso significa em reais: 200 kWh custavam R$ 128,48 na tarifa de 2025 e passaram a custar R$ 153,60 na de 2026, R$ 25,12 a mais por mês sem contar tributos. Os tributos incidem sobre essa diferença também. O motivo de a tarifa andar tanto num ano e quase nada no outro está em reajuste tarifário: como funciona.

O reajuste da Copel vale a partir de 24 de junho. Se a sua leitura foi feita no meio de um ciclo que cruzou essa data, a conta de julho trouxe uma tarifa proporcional aos dias de cada valor, regra do art. 173 da Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021. Por isso a alta completa só apareceu na conta seguinte.

Tarifa Branca na Copel

Na Tarifa Branca o kWh tem três preços nos dias úteis e um só nos fins de semana e feriados nacionais, sempre o mais barato, segundo a ANEEL. Os valores homologados para a Copel no mesmo período são:

Posto R$ por kWh Comparado à convencional (R$ 0,76802)
Fora ponta 0,63404 17,4% mais barato
Intermediário 0,91343 18,9% mais caro
Ponta 1,37262 78,7% mais caro

Dois cenários hipotéticos, com 200 kWh no mês, mostram como a divisão do consumo decide o resultado:

  • 85% fora ponta, 5% no intermediário e 10% na ponta: 170 × 0,63404 + 10 × 0,91343 + 20 × 1,37262 = R$ 144,37. Na convencional, R$ 153,60. A Branca economiza R$ 9,23.
  • 70% fora ponta, 10% no intermediário e 20% na ponta: 140 × 0,63404 + 20 × 0,91343 + 40 × 1,37262 = R$ 161,94. A Branca sai R$ 8,34 mais cara.

Qualquer carga grande usada no horário de ponta, como o chuveiro elétrico, pesa quase o dobro nessa modalidade. Os horários exatos de cada posto são definidos para cada distribuidora e aparecem no relatório de Tarifa Branca da ANEEL e no site da Copel. O guia Tarifa Branca: comparar horários mostra como testar com o seu histórico antes de pedir a troca.

A ANEEL informa que a modalidade não está disponível para quem recebe o benefício da Tarifa Social. Quem aderir pode pedir a volta à convencional a qualquer tempo, e a distribuidora tem até 30 dias para fazer a troca; uma nova adesão só vale depois de 180 dias, salvo prazo menor dado pela distribuidora (art. 223 da REN 1.000).

No Paraná, nem toda casa é da Copel

Os dados da ANEEL mostram outras distribuidoras com tarifa residencial no estado, cada uma com o seu preço:

Distribuidora no Paraná R$ por kWh sem tributos
Ceral-DIS, cooperativa de Arapoti 0,73064
Cocel, Companhia Campolarguense de Energia 0,73437
Celesc Distribuição, em alguns municípios 0,75975
Copel Distribuição 0,76802
Pacto Energia PR, Força e Luz Coronel Vivida 0,76802
Castro-DIS, cooperativa de Castro 0,76917
CPFL Santa Cruz, em alguns municípios 0,81258
Energisa Sul-Sudeste, em alguns municípios 0,81424

O nome da distribuidora está no cabeçalho da fatura. Se não for a Copel, procure o valor dela na lista completa de tarifas.

O que ainda entra depois da tarifa

Três itens aumentam o valor final:

  1. ICMS, PIS e Cofins. São calculados por dentro, e o PIS/Cofins não incide sobre o ICMS, então o total com tributos é o valor da energia dividido por (1 menos a alíquota do ICMS) e depois por (1 menos a alíquota de PIS/Cofins). Com alíquotas hipotéticas de 25% de ICMS e 5% de PIS/Cofins, só para mostrar a conta, os R$ 138,24 do exemplo viram R$ 138,24 ÷ 0,75 ÷ 0,95 = R$ 194,02. A alíquota real está impressa na sua fatura; o cálculo detalhado fica em ICMS na conta de luz.
  2. A contribuição de iluminação pública, definida pelo município e explicada em taxa de iluminação pública.
  3. O custo de disponibilidade, quando o consumo fica abaixo do mínimo. O art. 291 da REN 1.000 fixa esse mínimo em 30 kWh na ligação monofásica ou bifásica a dois condutores, 50 kWh na bifásica a três condutores e 100 kWh na trifásica (80 kWh na trifásica de baixa renda que consome até 80 kWh). Na tarifa da Copel, isso equivale a R$ 23,04, R$ 38,40 e R$ 76,80, antes dos tributos. O guia de custo de disponibilidade mostra quando ele aparece.

Como conferir a tarifa na sua fatura

Procure a tabela de itens faturados. As linhas de consumo trazem a quantidade em kWh, o preço unitário e o valor. Se o preço estiver identificado como “com tributos”, ele será maior que R$ 0,76802. Se estiver “sem tributos”, deve bater com a tarifa homologada, salvo em contas do mês do reajuste ou com algum benefício. O guia qual valor do kWh usar explica como escolher o número certo para estimar um aparelho, e a calculadora faz a conta com o valor que você preencher.

Perguntas frequentes

Quanto custa 1 kWh da Copel com impostos?

Depende das alíquotas de ICMS e de PIS/Cofins aplicadas na sua conta, que aparecem na própria fatura. Sem tributos e sem bandeira, o kWh residencial convencional custa R$ 0,76802.

Quando a tarifa da Copel muda de novo?

A vigência informada pela ANEEL vai até 23/06/2027. Nos últimos quatro anos, a tarifa nova da Copel sempre começou em 24 de junho.

A Copel é mais cara que a Celesc?

Um pouco. A Celesc tem R$ 0,75975 por kWh sem tributos, R$ 0,00827 a menos. A página valor do kWh da Celesc mostra a conta catarinense.

Quanto gasta cada aparelho com essa tarifa?

Multiplique o consumo do aparelho em kWh por R$ 0,76802. O passo a passo para achar os kWh está em como calcular consumo de energia.

Fontes: ANEEL, dados abertos das tarifas das distribuidoras (conjunto consultado em 28/09/2026), ANEEL, ranking das tarifas, ANEEL, Tarifa Branca, ANEEL, indicadores comerciais das distribuidoras (razão social e área), Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021, texto consolidado, Lei 10.637/2002, art. 1º, § 3º (Planalto), Lei 10.833/2003, art. 1º, § 3º (Planalto) e Agência Brasil, bandeira verde em outubro de 2026.