Valor do kWh Energisa em 2026: a tarifa de cada estado

A Energisa tem nove distribuidoras e nove tarifas: de R$ 0,70970 na Paraíba a R$ 0,99278 no Tocantins por kWh, sem tributos. Veja a sua e a conta do mês.

Não existe um valor único do kWh da Energisa. O grupo tem nove distribuidoras, e a ANEEL homologa uma tarifa para cada uma: na residencial convencional, sem tributos e sem bandeira, vai de R$ 0,70970 por kWh na Energisa Paraíba a R$ 0,99278 na Energisa Tocantins. Com 150 kWh no mês, a diferença entre as duas passa de R$ 42 só na energia.

Os valores abaixo vêm da base de tarifas da ANEEL consultada em 28/09/2026. Cada um é a soma da TUSD, que paga o uso da rede, com a TE, que paga a energia.

As nove tarifas da Energisa

A lista das distribuidoras é a da página de áreas de atuação da própria Energisa. A cidade-sede vem do cadastro de cada CNPJ na Receita Federal.

Distribuidora Sede R$ por kWh Vigência na ANEEL Posição entre 100
Energisa Paraíba (EPB) João Pessoa (PB) 0,70970 28/08/2026 a 27/08/2027 13ª
Energisa Sergipe (ESE) Aracaju (SE) 0,75461 22/04/2026 a 21/04/2027 30ª
Energisa Rondônia (ERO) Porto Velho (RO) 0,76244 26/08/2026 a 12/12/2026 36ª
Energisa Sul-Sudeste (ESS) Presidente Prudente (SP) 0,81424 12/07/2026 a 11/07/2027 54ª
Energisa Acre (EAC) Rio Branco (AC) 0,82971 26/08/2026 a 12/12/2026 60ª
Energisa Mato Grosso (EMT) Cuiabá (MT) 0,89942 08/04/2026 a 07/04/2027 76ª
Energisa Minas Rio (EMR) Cataguases (MG) 0,91899 22/06/2026 a 21/06/2027 80ª
Energisa Mato Grosso do Sul (EMS) Campo Grande (MS) 0,98660 22/04/2026 a 21/04/2027 88ª
Energisa Tocantins (ETO) Palmas (TO) 0,99278 26/08/2026 a 25/08/2027 89ª

A posição conta da tarifa mais barata (1ª) para a mais cara (100ª) entre as distribuidoras com tarifa residencial vigente na base. A referência do site é R$ 0,80 por kWh, a mediana residencial das distribuidoras sem tributos, dados da ANEEL consultados em 28/09/2026. Três das nove ficam abaixo dela (EPB, ESE e ERO); EMS e ETO passam dela em mais de 23%.

A sede não define a área atendida, que pode cobrir vários estados. Para saber qual é a sua, olhe o nome da distribuidora e o CNPJ impressos na fatura. A tabela de tarifas por distribuidora tem busca por nome.

A conta de 150 kWh em cada uma

Mesmo consumo, energia antes dos tributos:

Distribuidora 150 × tarifa
EPB R$ 106,46
ESE R$ 113,19
ERO R$ 114,37
ESS R$ 122,14
EAC R$ 124,46
EMT R$ 134,91
EMR R$ 137,85
EMS R$ 147,99
ETO R$ 148,92

Entre a mais barata e a mais cara do grupo, são R$ 42,46 por mês, ou R$ 509,52 em doze meses se o consumo e as tarifas não mudarem. Para montar o seu consumo em kWh aparelho por aparelho, use a calculadora; a conta com outras faixas de consumo está em quanto custam 100, 200 e 300 kWh.

Em setembro de 2026, a bandeira foi amarela, com R$ 0,01885 a mais por kWh; para outubro de 2026, a ANEEL anunciou bandeira verde, sem adicional. Nos 150 kWh de setembro, a amarela acrescentou 150 × 0,01885 = R$ 2,83 em qualquer uma das nove, porque o adicional é o mesmo no país inteiro. Em outubro, com a verde, não há acréscimo.

O que mudou na última revisão de cada uma

A série da ANEEL mostra a tarifa anterior e a atual de cada distribuidora:

Distribuidora Antes (R$/kWh) Agora (R$/kWh) Variação
EPB 0,67565 0,70970 +5,0%
ESE 0,71247 0,75461 +5,9%
EMT 0,85213 0,89942 +5,5%
ETO 0,93022 0,99278 +6,7%
ESS 0,74576 0,81424 +9,2%
EMS 0,87810 0,98660 +12,4%
EMR 0,81704 0,91899 +12,5%
EAC 0,87381 0,82971 -5,0%
ERO 0,84139 0,76244 -9,4%

Três casos pedem atenção:

  • Energisa Rondônia e Energisa Acre tiveram queda. A base traz para as duas um valor novo em vigor desde 26/08/2026, com fim em 12/12/2026. A própria Energisa informa 13/12 como data de aniversário tarifário dessas duas, então uma nova tarifa deve sair em dezembro.
  • Energisa Tocantins tem dois registros sobrepostos na base: um de R$ 1,00606 a partir de 04/07/2026 e outro de R$ 0,99278 a partir de 26/08/2026. A página de tarifas do site usa o mais recente. A tabela acima compara esse valor com o do ciclo 2025, de R$ 0,93022; contra o registro de julho, ele é 1,3% menor.
  • EMS e EMR subiram mais de 12%. A Energisa lista a EMR e a ESS como revisões tarifárias periódicas em 2026 (22/06 e 12/07). Na revisão periódica, a ANEEL redefine os custos operacionais e a remuneração dos investimentos da distribuidora, em vez de só corrigir a tarifa do ano anterior.

Como a ANEEL chega a esses percentuais, e por que eles variam tanto de uma área para outra, está em reajuste tarifário: como funciona.

Por que a mesma empresa cobra preços tão diferentes

A tarifa não é definida pelo grupo, e sim por concessão. Cada distribuidora tem o próprio contrato, a própria rede, o próprio mercado e a própria data de reajuste, e a ANEEL calcula uma tarifa para cada uma. Três fatores ajudam a explicar a diferença:

  • A rede. O componente chamado Fio B paga a rede e a operação de cada distribuidora, e esse custo é dividido pelo consumo da própria área de concessão. Ele está explicado em taxação do sol e Fio B.
  • A região. A parcela da CDE, o encargo que financia subsídios do setor, ainda é menor no Norte e no Nordeste, por regra da Lei 10.438/2002 que vai até 2030. O artigo sobre a CDE na conta de luz mostra os valores.
  • O calendário. Quem teve reajuste há pouco está com a tarifa nova; quem vai ter daqui a meses ainda cobra a antiga.

A base também lista siglas sem tarifa

Ao procurar a Energisa na base da ANEEL, aparecem siglas antigas sem tarifa vigente, como EBO e ENF. A página de contratos de concessão da Energisa ainda traz os nomes Energisa Borborema e Energisa Nova Friburgo, que não estão entre as nove distribuidoras da página de áreas de atuação. Se a sua fatura mostra uma das nove, use o valor da tabela acima.

O que a fatura soma além da tarifa

A ANEEL avisa que as tarifas homologadas não contemplam ICMS, PIS/Pasep, Cofins, a taxa de iluminação pública nem o adicional de bandeira. Todos entram depois, e alguns mudam de um estado para outro, o que amplia a diferença entre as Energisas:

Consumo muito baixo não zera a energia: a Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021 cobra o custo de disponibilidade de 30 kWh (monofásica ou bifásica a dois condutores), 50 kWh (bifásica a três condutores) ou 100 kWh (trifásica), pelo art. 291; na trifásica de baixa renda com consumo de até 80 kWh, o piso é de 80 kWh. O guia custo de disponibilidade detalha a regra. E, para quem está inscrito no CadÚnico, tarifa social: quem tem direito mostra os descontos.

Perguntas frequentes

Qual é o valor do kWh da Energisa MT?

R$ 0,89942 na tarifa residencial convencional, sem tributos e sem bandeira, em vigor de 08/04/2026 a 07/04/2027. Com 150 kWh, a energia sai a R$ 134,91 antes dos impostos.

Qual Energisa tem a tarifa mais barata?

A Energisa Paraíba, com R$ 0,70970 por kWh, 13ª entre 100 distribuidoras na base da ANEEL. A mais cara do grupo é a Energisa Tocantins, com R$ 0,99278.

Qual o valor do kWh da Energisa com impostos?

A ANEEL não publica esse número, porque ICMS, PIS/Cofins e iluminação pública variam por estado, mês e município. Divida o total da sua fatura pelos kWh consumidos para chegar ao valor final da sua casa.

Por que a tarifa da Energisa Rondônia caiu?

A base da ANEEL registra um valor de R$ 0,76244 desde 26/08/2026, abaixo dos R$ 0,84139 anteriores, com validade até 12/12/2026. A data de aniversário tarifário da Energisa Rondônia é 13/12, segundo a empresa, então o valor pode mudar de novo em dezembro.

Fontes: ANEEL, dados abertos: tarifas das distribuidoras, ANEEL, ranking das tarifas, Energisa RI, concessões e regulação, Energisa RI, contratos de concessão, cadastro CNPJ da Energisa Mato Grosso (dados da Receita Federal via BrasilAPI), ANEEL, Resolução Normativa nº 1.000/2021, texto consolidado, Lei 10.438/2002, texto compilado (Planalto) e Agência Brasil, bandeira verde em outubro de 2026.